A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) defende que os agricultores afetados pela tempestade Kristen devem ser compensados com rapidez, sublinhando a necessidade de um apoio célere e eficaz para fazer face aos elevados prejuízos registados em várias regiões do país. Em comunicado, a CNA manifesta solidariedade para com as populações e produtores atingidos por este fenómeno meteorológico extremo, que deixou um rasto de destruição de Norte a Sul de Portugal, incluindo vítimas mortais.
De acordo com a confederação, os danos na agricultura foram significativos, atingindo culturas e infraestruturas essenciais à atividade agrícola. Entre os prejuízos registam-se áreas de floresta devastadas, árvores de fruto e oliveiras arrancadas, estufas destruídas, vinhas arrasadas, campos de hortícolas e pastagens alagados, bem como muros, abrigos para animais e armazéns severamente danificados.
A CNA e as suas associadas reclamam ao Ministério da Agricultura um rápido levantamento dos prejuízos junto dos agricultores, a simplificação dos processos administrativos e a garantia de que as indemnizações e os apoios sejam atribuídos e pagos com celeridade. A organização sublinha ainda a necessidade de apoios ao “Restabelecimento do Potencial Produtivo”, de forma a permitir a recuperação das explorações agroalimentares, alertando que muitos agricultores enfrentarão perdas de rendimento nos próximos meses e até anos, devido à impossibilidade de comercializar produções destruídas ou fortemente afetadas.
Nesse sentido, a CNA considera fundamental a atribuição de uma ajuda excecional a fundo perdido que compense essas perdas, assim como a rápida intervenção na limpeza e reparação de caminhos de acesso aos campos, instalações elétricas, valas e canais de rega.
A confederação recorda que muitos produtores já se encontram numa situação de fragilidade, devido aos elevados custos de produção e às perdas acumuladas resultantes dos baixos preços pagos à produção, pelo que não podem suportar mais este novo revés. Face à crescente frequência e intensidade de fenómenos climatéricos adversos, a CNA defende que o Governo deve apostar em soluções de médio e longo prazos que garantam maior estabilidade produtiva e financeira aos agricultores, reiterando a importância da criação de seguros agrícolas públicos adequados à realidade das produções e da agricultura familiar, uma vez que os atuais não respondem às necessidades da maioria dos produtores.















