A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, I.P. deu início ao pagamento das compensações financeiras destinadas aos agricultores que sofreram prejuízos significativos durante os incêndios que fustigaram a região nos meses de julho e agosto de 2025. Estes apoios, formalizados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 98-A/2025, representam a concretização do compromisso do Estado na proteção da atividade agrícola e na salvaguarda do rendimento dos produtores, visando assegurar a coesão territorial através de uma resposta pública que se pretende eficaz e orientada para o interesse geral.
Nesta fase inicial do processo, foram já contemplados 88 agricultores, o que representa um investimento global de 541.674,08 euros injetados diretamente na economia regional. A CCDR Alentejo esclarece que os restantes processos de candidatura se encontram em fase de acompanhamento prioritário, estando assegurada a continuidade dos pagamentos até que o apoio a todas as explorações afetadas esteja integralmente concluído.
Roberto Grilo, Vice-Presidente da Agricultura da CCDR Alentejo, sublinha que, perante situações de natureza excecional, o Estado tem o dever de agir com rapidez, rigor e sentido de justiça. O responsável afirma que “estes pagamentos são a prova de que o Estado cumpre a sua missão no território, protegendo quem produz e respondendo às necessidades concretas das populações, reiterando que a agricultura continua a ser um pilar estratégico da região que merece uma atuação pública firme”.
A operacionalização deste apoio contou com a colaboração dos municípios alentejanos, cujo papel foi determinante na identificação célere dos prejuízos no terreno. Esta articulação entre as administrações central, regional e local é apontada pela CCDR Alentejo como “um exemplo de governação de proximidade”. Segundo a instituição, “esta intervenção não só reforça a confiança dos cidadãos nas instituições públicas, como afirma a resiliência de um Alentejo produtivo e preparado para enfrentar os desafios crescentes impostos pelas alterações climáticas”.














