Portugal surge como o segundo país da União Europeia mais penalizado, em termos percentuais, pela nova proposta da Política Agrícola Comum (PAC) para o período de 2028 a 2034, de acordo com a análise ao impacto do novo quadro financeiro no setor agrícola nacional.
A comparação entre o quadro financeiro plurianual de 2021-2027 e a proposta apresentada para 2028-2034 revela um cenário globalmente desfavorável para a maioria dos Estados-membros, com cortes significativos nos fundos destinados à PAC. No caso de Portugal, a redução do apoio financeiro poderá atingir cerca de mil milhões de euros, representando uma quebra expressiva nos recursos disponíveis para a agricultura e o desenvolvimento rural.
Segundo o presidente da ACOS – Ovinos do Sul, Rui Garrido, trata-se de um cenário “no mínimo preocupante” para o setor agrícola, com impactos diretos na sustentabilidade das explorações e no futuro dos agricultores, em particular no Baixo Alentejo, uma região fortemente dependente dos apoios comunitários para a manutenção da atividade agrícola.


















