A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e o governo português entregaram na sexta-feira, 14 de junho, em Pombal, a segunda tranche dos 81 veículos financiados ao abrigo do PRR.
Dos 15 veículos Florestais de Combate a Incêndios, na nossa região, receberam viaturas os bombeiros de Almodôvar, Grândola, Sines, Vila Nova de Milfontes, Torrão e Santiago do Cacém.
Temos de «diminuir o risco daqueles que poderão passar por episódios de emergência, diminuir o impacto que esses episódios podem trazer» e «reforçar o sentimento de segurança de cada um», disse o Primeiro-Ministro Luís Montenegro, em Pombal.
Luís Montenegro acrescentou que, para isto, «precisamos de estar coordenados e coordenar as instituições e as populações de Portugal connosco; nós precisamos de estar à altura daquilo que é seguramente a ação mais nobre que todos podemos alcançar: o bem comum».
O Primeiro-Ministro intervinha na cerimónia de entrega de veículos aos bombeiros, no segundo lote de veículos entregue, de um total de 81 adquiridos no âmbito do PRR.
Dez são veículos florestais de combate a incêndios (VFCI) e cinco veículos tanque táticos florestais (VTTF), que foram entregues a corporações de bombeiros voluntários de Abrantes, Alcoutim, Almodôvar, Cercal do Alentejo, Grândola, Vinhais, Loulé, Macedo de Cavaleiros, Mora, Pombal, Sabugal, Santiago do Cacém, Sines, Torrão e Vila Nova de Milfontes.

Foram ainda atribuídos cinco veículos de comando à estrutura operacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Esta é a maior distribuição de veículos de combate a incêndios de sempre, e desde 2012 que o Estado não atribuía um conjunto de viaturas aos corpos de bombeiros e desde 2007 que não distribuía viaturas operacionais à ANEPC, disse o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Duarte Costa.
Luís Montenegro sublinhou a importância decisiva do «espírito de colaboração, entreajuda e de coordenação» entre as diversas entidades, acrescentando que os envolvidos no dispositivo de combate aos fogos devem estar «todos preocupados não com a nossa própria visão e a nossa própria específica área de ação», mas «com aquilo que é um objetivo que está acima de qualquer um de nós e de qualquer uma das instituições que qualquer um de nós representa».
«Aqueles que são atingidos por ocorrências graves estão à espera de nós, mas há muitos – diria todos – que, [embora] não estando nessa circunstância, a cada dia têm o receio de poderem vir a estar, e querem estar tranquilos, sabendo que nós podemos estar lá no momento em que é necessário», concluiu.