O Centro de Arqueologia e Artes de Beja recebe, entre 13 de setembro e 31 de dezembro, a exposição “Terra Sol Liberdade – 30 anos do Museu Jorge Vieira”, uma homenagem ao escultor nascido em Beja, referência maior da arte portuguesa do século XX. A inauguração está marcada para 13 de setembro, às 17h30.
A mostra reúne obras de Jorge Vieira, evocando três palavras que atravessaram a sua vida e criação artística — Terra, Sol e Liberdade —, e integra também trabalhos contemporâneos que estabelecem diálogo com o legado do escultor.
Em residência artística realizada em Beringel, jovens artistas e estudantes da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa trabalharam lado a lado com mestres locais de olaria, como António Mestre e José Manuel Parreira. O resultado são peças em barro e tijolo que dialogam com a memória da obra de Vieira e com o território alentejano.
Participam ainda nesta exposição nomes como Bárbara Rodrigues, Cláudia Guerreiro, Heitor Figueiredo, Marta Castelo, Rita Carreira, Suzana Henriqueta, Tiago Mestre, Virgínia Fróis, bem como a artista Noémia Cruz, que desenvolveu um projeto em torno da memória viva do museu.
Mais do que uma mostra comemorativa, “Terra Sol Liberdade” propõe refletir sobre a atualidade do pensamento e da prática artística de Jorge Vieira, interpelando o público acerca da forma como continuamos a pensar o escultor e o seu ethos.
Em declarações à Rádio Castrense, o Presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio descreve o espólio de obras de Jorge Vieira como “importantíssimo” e que com esta exposição “no Centro de Arte e Arqueologia, vamos dar uma dimensão maior para Jorge Vieira, já o fizemos por altura do centenário do seu nascimento, como a primeira exposição de grande dimensão, e agora voltamos a ter uma exposição muito significativa de Jorge Vieira.”

















