A atividade gripal no Baixo Alentejo continua em níveis epidémicos, mas começa a dar sinais de abrandamento, segundo os dados mais recentes do Boletim de Vigilância Sazonal da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), relativos à semana 3 de 2026, entre 12 e 18 de janeiro.
A taxa de incidência estimada de gripe ou síndrome gripal fixou-se nos 147,84 casos por 100 mil habitantes, representando uma descida em relação à semana anterior. Em sentido contrário, a incidência de outras infeções respiratórias manteve-se estável, com 544,69 casos por 100 mil habitantes.
Apesar da circulação dos vírus respiratórios, registou-se uma redução da procura por cuidados de saúde motivados por problemas respiratórios. Nos cuidados de saúde primários, estas situações representaram 6,6% das consultas, enquanto no serviço de urgência médico-cirúrgica corresponderam a 7,3% e no serviço de urgência básica a 9,2%, valores inferiores aos observados na semana anterior.
Ainda assim, o número total de episódios atendidos nos serviços de urgência da ULSBA aumentou ligeiramente, totalizando 1932 atendimentos no conjunto das urgências médico-cirúrgica e básica.
No que diz respeito à mortalidade, os dados revelam uma evolução favorável. Após três semanas consecutivas de aumento, o número de óbitos no Baixo Alentejo diminuiu, tendo sido registadas 49 mortes no período em análise.
Face ao atual contexto epidemiológico, a ULSBA mantém ativo o Nível 2 do Plano de Contingência, integrado no Plano para a Resposta Sazonal em Saúde – Inverno 2025/2026, destinado a assegurar a capacidade de resposta das unidades de saúde ao aumento da procura típico desta época do ano. A nível nacional, Portugal continua a registar atividade gripal em fase epidémica.














