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Segunda-feira, Março 9, 2026

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APG espera reconhecimento das forças de segurança como “profissão de desgaste rápido”

A Associação de Profissionais da Guarda (APG) afirmou que espera que o Governo venha a reconhecer a atividade das forças de segurança como “profissão de desgaste rápido”, uma reivindicação antiga dos profissionais da área.

Em declarações à rádio Castrense, o dirigente da associação, Luís Matos, referiu que tanto a Guarda Nacional Republicana (GNR) como a Polícia de Segurança Pública (PSP) encaram com expectativa a entrada em funções do novo ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Segundo o dirigente sindical, as forças de segurança acreditam que o novo governante é uma pessoa “competente, sensível e inteligente”, qualidades que, na sua perspetiva, poderão facilitar o diálogo entre os profissionais da área e o executivo.

Apesar dessa confiança inicial, a APG garante que os profissionais da GNR e da PSP continuarão a manter uma posição reivindicativa relativamente às suas condições de trabalho e direitos laborais.

Entre as principais prioridades apontadas pelo sindicato está o reconhecimento da profissão como de desgaste rápido, uma classificação que permitiria aos agentes beneficiar de regimes específicos, nomeadamente no que diz respeito à idade da reforma e a medidas de proteção da saúde física e psicológica.

Nesse ponto, Luís Neves, em declarações à Rádio Castrense descreve a atividade das forças policiais, expressando que são profissionais que “trabalham por turnos, em ambientes por vezes hostis em que são a primeira força de intervenção que se depara com as situações”

De acordo com a associação, a natureza exigente da atividade policial — marcada por elevados níveis de stress, exposição ao risco, horários irregulares e forte pressão operacional — justifica que o Estado reconheça formalmente o impacto da profissão ao longo da carreira.

A associação espera agora que o Governo abra espaço para discutir esta e outras matérias consideradas prioritárias para o setor, numa fase em que as organizações representativas dos profissionais procuram avanços concretos nas condições de trabalho e no reconhecimento da função policial.

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