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Sexta-feira, Março 20, 2026

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A26 ganha novo impulso com lançamento de estudos para ligação entre Beja e Santa Margarida do Sado

A Infraestruturas de Portugal (IP) avança esta sexta-feira com o lançamento de concursos públicos para estudos de novos troços rodoviários, com destaque para a A26, cuja ligação entre Santa Margarida do Sado e Beja volta a ganhar prioridade.

Este troço é visto como estratégico para o reforço das acessibilidades no Baixo Alentejo, sendo há muito reivindicado pela região, que procura melhores ligações rodoviárias para potenciar o desenvolvimento económico e reduzir o isolamento.

Além da A26, os estudos agora lançados incluem também novos eixos rodoviários como a ligação da A13/IC3 entre Vila Nova da Barquinha e Almeirim, que contempla a construção da futura ponte da Chamusca, bem como o IC13, que ligará o Montijo a Alter do Chão, passando por Coruche, Mora e Ponte de Sor.

De acordo com o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, algumas destas ligações integram a rede de acessos ao novo aeroporto, permitindo melhorar a mobilidade sem sobrecarregar a margem oeste do rio Tejo.

Já o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, destacou recentemente no Parlamento que o Governo tem em curso vários projetos rodoviários prioritários, com empreitadas em diferentes fases — desde obras já no terreno até novos estudos a lançar durante este mês e o próximo.

No caso da A26, a concretização deste troço representa um passo importante para completar uma via considerada fundamental para o território, reforçando a ligação de Beja ao restante país e contribuindo para a coesão territorial.

A A26, também conhecida como Autoestrada do Baixo Alentejo, tem um percurso marcado por avanços, interrupções e sucessivas promessas ao longo das últimas décadas.

O projeto surgiu com o objetivo de melhorar as acessibilidades ao interior sul do país, ligando o litoral alentejano a Beja, numa estratégia de combate ao isolamento e promoção do desenvolvimento regional. A obra ganhou maior impulso no final dos anos 2000, tendo sido incluída no conjunto de investimentos em infraestruturas rodoviárias da época.

O primeiro troço a avançar foi entre Sines e Grândola-Sul, no nó da A2, posteriormente prolongado até ao concelho de Ferreira do Alentejo, nomeadamente junto a Figueira dos Cavaleiros. No entanto, a crise financeira e o período de assistência externa a Portugal, a partir de 2011, levaram à suspensão de vários projetos rodoviários, incluindo a continuação da A26 até Beja.

Desde então, a conclusão da autoestrada tem sido uma reivindicação constante de autarcas e agentes locais, que defendem a importância da ligação direta a Beja para reforçar a competitividade da região, nomeadamente ao nível agrícola, industrial e logístico.

Ao longo dos anos, diferentes governos têm anunciado a intenção de retomar ou estudar novos troços da A26, mas sem concretização efetiva da ligação final. Mais recentemente, o tema voltou à agenda com o anúncio de novos estudos para o troço em falta, entre Santa Margarida do Sado e Beja, reabrindo a expectativa de que a infraestrutura possa finalmente ser concluída.

Apesar dos avanços pontuais, a A26 continua incompleta, sendo frequentemente apontada como um dos exemplos de obras estruturantes por finalizar no Alentejo.

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