A associação ambiental ZERO defende que Portugal deve apostar em medidas preventivas para combater a seca e a desertificação, em vez de continuar a encarar estes fenómenos sobretudo como situações de emergência.
A organização considera que é necessário investir antecipadamente na saúde dos solos, na retenção e no uso eficiente da água, bem como na recuperação dos ecossistemas.
Para a ZERO, a prevenção deve assumir um papel central na resposta aos efeitos das alterações climáticas e na redução da vulnerabilidade do território nacional à desertificação.
O presidente da associação, Francisco Ferreira, defende que o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, atualmente em revisão e cujo processo deverá ficar concluído até ao final deste ano, deve integrar medidas concretas e articuladas.
Segundo o responsável, este instrumento deve ter capacidade para, através do ordenamento do território, contribuir para reduzir a vulnerabilidade de Portugal à desertificação.
A ZERO volta assim a alertar para a necessidade de uma estratégia de longo prazo, assente na prevenção, na gestão sustentável dos recursos naturais e na proteção dos ecossistemas, de forma a reduzir os impactos da seca antes de estes se agravarem.





















