No seguimento da determinação da Autoridade de Saúde, decorreu um ação de realojamento de cidadãos migrantes que viviam em situações de sobrelotação e que não garantiam condições dignas de habitabilidade, na sequência de ações de fiscalização previamente realizadas.
A operação decorreu na madrugada de 6 de maio, numa articulação entre a Segurança Social, Alto Comissariado para as Migrações, Proteção Civil e Ação Social do Município, com o apoio da GNR.
“Foram realojados 49 cidadãos migrantes, com a sua concordância, e pertencendo a um grupo alargado de 70 cidadãos que viviam na mesma habitação, na Freguesia de S. Teotónio. Nenhum dos cidadãos cumpre isolamento profiláctico, uma vez que todos os cidadãos testados nos alojamentos fiscalizados tiveram resultado negativo. Este grupo de cidadãos foi realojado devido às condições do espaço onde viviam” esclarece a autarquia de Odemira.
Segundo a mesma fonte, “a Autoridade de Saúde entendeu que este alojamento não reunia condições de habitabilidade para um grupo tão alargado e decidiu realojar 49 cidadãos. Um grupo de 28 cidadãos, entre os quais algumas famílias e duas crianças de cerca de 3 anos de idade, foram realojados no empreendimento Zmar. Outro grupo de 21 cidadãos foi realojado na Pousada de Juventude do Almograve”.
“Apesar de inicialmente destinada a doentes com covid-19 assintomáticos, o Ministério da Administração Interna decidiu pela utilização da Pousada de Juventude do Almograve para acolher parte do grupo que urgia realojar. O grupo foi distribuído pelos dois espaços de acordo com os agregados familiares, a constituição de grupos étnicos e religiosos já consolidados e da decisão articulada entre todos” explica ainda a autarquia odemirense.
Segundo o município, “esta foi uma operação muito complexa, de difícil implementação, com grandes condicionalismos. As entidades apontaram para que o início do processo de realojamento acontecesse ao final da tarde, após o regresso do dia de trabalho e em articulação com os próprios cidadãos”.
Foto: TSF















