O stresse e os problemas de saúde psicológica no trabalho podem custar às empresas portuguesas até 13,3 mil milhões de euros por ano em perdas de produtividade, segundo um relatório da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), divulgado a 8 de outubro.
O valor mais do que quadruplicou desde 2020, quando as perdas estavam estimadas em 3,2 mil milhões de euros, passando para 5,3 mil milhões em 2022 e 13,3 mil milhões em 2024.
De acordo com o relatório, cada trabalhador perdeu, em média, 13,5 dias de trabalho por ano devido ao absentismo associado a estes problemas. A este valor somam-se até 27 dias de produtividade reduzida, mesmo quando os trabalhadores se mantêm ao serviço.
No total, o impacto pode atingir 40,5 dias por trabalhador por ano. Cerca de dois terços dos custos resultam do presentismo, ou seja, de situações em que os trabalhadores continuam a trabalhar, mas com a produtividade afetada.
As pequenas e médias empresas (PME) suportam a maior parcela das perdas, estimada em 10,2 mil milhões de euros, face aos 3,1 mil milhões atribuídos às grandes empresas.
A OPP estima que a promoção da saúde psicológica, a prevenção e a identificação precoce dos problemas possam reduzir estas perdas em pelo menos 30%, permitindo poupar perto de quatro mil milhões de euros por ano.
O relatório defende, por isso, que as organizações avaliem os riscos psicossociais e adotem medidas para promover ambientes de trabalho física e psicologicamente saudáveis, sublinhando que a saúde psicológica é também uma questão de produtividade, competitividade e sustentabilidade económica.





















