Uma empresa da Malásia, ligada aos setores da aviação e dos drones, poderá instalar uma unidade industrial no distrito de Portalegre, num investimento estimado entre 10 e 20 milhões de euros. O início da produção em Portugal poderá acontecer dentro de cerca de dois anos.
Segundo noticia o jornal ECO, a empresa assinou um contrato formal com o Industrial Portugal Gateway (IPG), uma iniciativa promovida pela Luso Defense Group para atrair investimento industrial para o Alto Alentejo e aproximar a região das cadeias de valor ibéricas da Defesa e Segurança.
O projeto encontra-se ainda numa fase inicial de avaliação e estruturação. O nome da empresa não foi divulgado, por razões de confidencialidade comercial, e ainda não está definido o local exato onde a futura unidade poderá ser instalada.
Estão atualmente a ser analisadas, em articulação com a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e os municípios da região, as condições necessárias para concretizar o investimento, incluindo infraestruturas, equipamentos, viabilidade económica e modelo de operação.
De acordo com Mafalda Colaço Marques, presidente executiva da Luso Defense Group, o investimento poderá situar-se entre 10 e 20 milhões de euros, embora o montante final dependa dos resultados dos estudos em curso.
Também não está ainda definido se a operação envolverá a produção integral de drones, o fabrico de componentes, a montagem, a manutenção ou o desenvolvimento tecnológico.
A responsável sublinha que o objetivo passa por atrair mais do que uma presença comercial da empresa no mercado português, procurando criar capacidade produtiva e tecnológica, conhecimento especializado e emprego qualificado.
O projeto constitui o primeiro contrato formal celebrado no âmbito do Industrial Portugal Gateway. A iniciativa pretende captar investimento nacional e internacional para o Alto Alentejo, promovendo a instalação e expansão de empresas ligadas à Defesa, Segurança, tecnologias de dupla utilização e produção avançada.
Além deste investimento, a Luso Defense Group está a desenvolver contactos com outras empresas nacionais e internacionais, existindo oportunidades em diferentes fases de negociação.
A ligação dos potenciais investidores ao tecido empresarial português é outra das prioridades do projeto, com o objetivo de envolver empresas de engenharia, fornecedores, centros de investigação e outros parceiros nas futuras cadeias de produção.
Caso se concretize, o investimento poderá reforçar a atividade industrial no distrito de Portalegre e criar novas oportunidades económicas para o Alto Alentejo. No entanto, o calendário definitivo, o número de postos de trabalho e a localização da unidade ainda estão por determinar.
Fonte: ECO





















