ULS do Baixo Alentejo e Hospital de Santa Marta realizam reuniões semanais à distância para avaliar casos urgentes e reduzir deslocações de doentes em ambulância medicalizada
Os doentes cardíacos do Baixo Alentejo com indicação para cirurgia urgente já podem ser avaliados pela equipa de Cirurgia Cardíaca do Hospital de Santa Marta sem terem de viajar até Lisboa. A nova resposta resulta de uma parceria entre o Serviço de Cardiologia do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, e o Hospital de Santa Marta, permitindo que os casos clínicos sejam discutidos semanalmente por videoconferência.
A iniciativa pretende evitar deslocações particularmente exigentes para doentes em situação clínica delicada, que até agora tinham de ser transportados a Lisboa, em ambulância medicalizada e com acompanhamento de enfermagem, para a respetiva avaliação pré-cirúrgica.
Nas reuniões médico-cirúrgicas, os cardiologistas da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) apresentam os casos diretamente à equipa de Cirurgia Cardíaca do Hospital de Santa Marta. A discussão conjunta permite avaliar a situação clínica dos doentes e definir a abordagem a seguir, mantendo a articulação entre as duas equipas.
A ligação com o Hospital de Santa Marta tem como interlocutor o Dr. Tiago Silva, designado pelo diretor do Serviço de Cirurgia Cardíaca, Prof. Pedro Coelho.
Além de evitar aos doentes uma viagem de várias centenas de quilómetros, o novo modelo permite reduzir o desconforto associado ao transporte de pessoas com doença cardíaca e diminuir os custos relacionados com as deslocações.
A medida permite igualmente uma utilização mais eficiente das ambulâncias medicalizadas e dos recursos de enfermagem, que deixam de ser mobilizados para as deslocações necessárias à avaliação pré-cirúrgica dos casos abrangidos.
Para a ULSBA, esta colaboração representa um reforço da articulação com um centro hospitalar diferenciado de Lisboa e uma forma de aproximar a resposta especializada dos doentes do Baixo Alentejo.
Em vez de se deslocar o doente para discutir o caso, são agora os profissionais de saúde que se ligam à distância para tomar decisões em conjunto. A solução pretende tornar o acompanhamento mais próximo, confortável e centrado nas necessidades de quem é tratado na região.





















