A Associação Ambiental ZERO alerta para o risco de desertificação física dos solos em cerca de 70% do território nacional, considerando que esta realidade não pode continuar a ser ignorada pelo Governo.
Em declarações à Rádio Castrense, o ambientalista Pedro Horta sublinha a necessidade de distinguir dois fenómenos que, embora diferentes, podem estar relacionados: a desertificação física dos solos e o despovoamento do território.
Segundo Pedro Horta, a desertificação física e o despovoamento não são conceitos equivalentes. Enquanto a primeira está relacionada com a degradação e perda de qualidade dos solos, o segundo diz respeito à diminuição da população residente em determinadas regiões.
O ambientalista alerta, contudo, que os dois fenómenos podem contribuir para um problema comum, sobretudo nas zonas mais vulneráveis do território. O abandono das áreas rurais pode favorecer a degradação dos solos, ao mesmo tempo que a perda de população reduz a capacidade de gestão e de manutenção da paisagem.
Para a ZERO, o cenário exige uma maior atenção por parte das autoridades e a adoção de medidas capazes de travar a degradação dos solos e, simultaneamente, combater o despovoamento das regiões mais afetadas.
A associação ambientalista defende, assim, que a desertificação dos solos deve assumir maior relevância nas políticas públicas, tendo em conta os impactos ambientais, sociais e económicos que poderá representar para o futuro do território nacional.





















