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PS alerta para falta de estabilidade na governação da Câmara de Beja

A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista (PS) de Beja manifesta preocupação com os recentes acontecimentos na Câmara Municipal de Beja, nomeadamente a suspensão do mandato da vice-presidente Liliana Cabecinha e as divergências que têm vindo a público no âmbito da solução política que governa a autarquia.

Em comunicado, os socialistas afirmam acompanhar “com atenção” a evolução da situação, referindo que têm sido apontadas diferentes razões para a decisão de suspensão do mandato, incluindo divergências de natureza política e questões de âmbito profissional.

O PS esclarece que não pretende pronunciar-se sobre as razões pessoais ou profissionais que estarão na origem da decisão, mas considera importante perceber quais poderão ser os impactos no funcionamento da Câmara Municipal e na gestão do concelho.

PS questiona quem governa o município

Os socialistas recordam que o movimento “Beja Consegue” se apresentou às eleições autárquicas como um projeto de mudança para o concelho e que, após o ato eleitoral, estabeleceu um entendimento com a CDU, terceira força política mais votada, que passou a integrar a solução de governação municipal.

Para o PS, trata-se de uma opção política legítima e da responsabilidade das forças que a assumiram, que o partido afirma respeitar.

No entanto, perante os desenvolvimentos recentes, os socialistas consideram que “levantam-se inevitavelmente questões” sobre qual é a força política que governa efetivamente a autarquia e qual o projeto político que está a ser executado.

A situação leva o PS a defender a necessidade de clarificar de que forma será assegurada uma gestão municipal estável, eficaz e orientada para as necessidades do concelho.

“Beja precisa de uma gestão sólida”

Os socialistas defendem que o município precisa de uma governação com capacidade de decisão e uma orientação política clara.

“Beja precisa de uma gestão sólida”, sustenta a Comissão Política Concelhia, que considera essencial garantir estabilidade e o normal funcionamento da instituição, de forma a responder aos desafios do concelho e às necessidades dos cidadãos.

O partido afirma ainda que continuará a acompanhar a evolução da situação, assumindo uma posição de oposição “rigorosa, construtiva e atenta”.

O PS garante que manterá o interesse de Beja e dos bejenses como prioridade da sua intervenção política na autarquia.

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