Cada estudante representa, em média, um custo de 579 euros para as famílias portuguesas. Quase metade dos encarregados de educação sente que o peso da educação no orçamento aumentou.
O regresso às aulas continua a pressionar o orçamento das famílias portuguesas. Segundo o estudo “Regresso às Aulas” do Observador Cetelem, 79% dos encarregados de educação tiveram de cortar noutras despesas para fazer face aos custos do novo ano letivo.
A despesa média por estudante é estimada em 579,28 euros, cerca de 25 euros menos do que em 2025. O material escolar (53%), a alimentação (46%), o vestuário (39%) e as mensalidades e propinas (33%) estão entre os principais encargos.
43% dos inquiridos admitem ter dificuldades em financiar a educação, enquanto 46% dizem que o peso destas despesas aumentou no último ano. Para equilibrar o orçamento, 42% prescindiram de férias ou viagens, 39% reduziram refeições fora de casa e 38% cortaram em atividades de lazer. Em 23% dos casos, foram também reduzidas as poupanças.
Material em segunda mão ganha força
A contenção financeira está igualmente a alterar os hábitos de compra. 59% dos inquiridos admitem comprar material escolar recondicionado ou em segunda mão. Entre as compras previstas, destacam-se ainda o material escolar essencial (80%) e o vestuário e calçado (74%).
A tecnologia também ganha peso: 25% planeiam comprar um computador, mais 18 pontos percentuais do que em 2025, enquanto 29% ponderam adquirir calculadoras e 21% tablets.
Apesar de 61% terem poupanças destinadas à educação, apenas 31% tencionam utilizá-las neste regresso às aulas. Já 42% admitem recorrer ao cartão de crédito e 13% consideram pedir um crédito pessoal.
Bullying é a principal preocupação
As preocupações das famílias vão além das despesas. O bullying é apontado por 53% dos encarregados de educação como uma das principais inquietações, seguido da violência (51%). As greves no ensino preocupam 42% e a qualidade do ensino 41%.
Quanto às expectativas para o novo ano letivo, 44% esperam uma melhoria, enquanto 46% acreditam que será semelhante ao anterior. Entre os mais pessimistas, a menor qualidade do ensino e a falta de professores são as principais razões apontadas.
























