O cantor e compositor português Luís Represas morreu esta quarta-feira, aos 69 anos, após doença prolongada. A informação foi confirmada pela agência que o representava, sublinhando que o artista celebrava em 2026 cinco décadas de carreira, com projetos especiais preparados para assinalar a data.
Figura incontornável da música nacional, Luís Represas iniciou o seu percurso em 1976 como vocalista dos Trovante, grupo que marcou uma geração com temas como “Perdidamente”, “Saudade” e “125 Azul”. Após a separação da banda, em 1992, lançou-se numa carreira a solo de grande sucesso, com canções como “Feiticeira”, “Da Próxima Vez” e “Ao Canto da Noite”, que atravessaram várias gerações de público.
Em 2025, os Trovante voltaram a reunir-se para concertos em Lisboa e no Porto, num regresso muito aguardado. Já para 2027, estavam previstos espetáculos nos coliseus das duas cidades, no âmbito das comemorações dos 50 anos de carreira do músico.
Ao longo do seu percurso artístico, Luís Represas colaborou com nomes de referência da música portuguesa e internacional, como Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sassetti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown.
Para além da música, destacou-se também pelo seu envolvimento cívico, nomeadamente na causa de Timor-Leste. Em 2000, integrou uma visita oficial ao território a convite do então Presidente da República, Jorge Sampaio, vindo mais tarde a ser distinguido com a Medalha da Ordem de Timor-Leste. Em Portugal, foi agraciado, em 2005, com a Ordem de Mérito, no grau de Comendador.
Entre outras distinções, recebeu em 2019 o Prémio Pedro Osório, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, pelo álbum “Boa Hora”.
Nos últimos anos, mantinha uma agenda regular de concertos e apresentava o programa televisivo “Língua Mãe”, continuando a afirmar-se como uma referência da cultura portuguesa.
Rádio Castrense / RTP
Foto: Renascença





















