A mulher de 41 anos detida pela Polícia Judiciária (PJ), no âmbito de uma investigação por suspeitas de homicídio do marido em Alfundão, no concelho de Ferreira do Alentejo, ficou sujeita à medida de coação de prisão preventiva, a mais gravosa prevista na lei.
A decisão foi tomada pelo Tribunal Judicial de Beja, após primeiro interrogatório judicial realizado no tribunal de turno. A arguida, de nacionalidade estrangeira, foi posteriormente conduzida para o Estabelecimento Prisional de Odemira, onde permanecerá enquanto decorrem as fases do processo.
De acordo com a Polícia Judiciária, a detenção ocorreu no dia anterior, através da Diretoria do Sul, no âmbito de um inquérito por homicídio qualificado. A vítima, também de 41 anos e de nacionalidade estrangeira, foi encontrada morta na sua residência, em Alfundão.
Os factos remontam ao passado dia 21 de junho, tendo o crime ocorrido no interior de uma habitação partilhada por vários núcleos familiares da mesma nacionalidade, todos trabalhadores agrícolas.
Segundo a investigação, a vítima terá sido atingida na zona abdominal com um objeto corto-perfurante, sofrendo lesões que provocaram a morte no local. A PJ refere ainda que a agressão terá ocorrido na sequência de uma altercação entre o casal, que apresentava um histórico de conflitos, tanto em Portugal como no país de origem.
No âmbito das diligências desenvolvidas, a investigação, em articulação com perícias médico-legais, permitiu reunir elementos probatórios considerados suficientes para a emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito, sob coordenação do Ministério Público de Ferreira do Alentejo.
Recorde-se que, no dia seguinte à ocorrência, a GNR recebeu um alerta para um possível suicídio na habitação onde a vítima residia. No local, os militares encontraram o homem já sem vida, com um ferimento no tronco, tendo posteriormente surgido suspeitas que levaram à intervenção da Polícia Judiciária.
Na altura, foi ainda referido que na residência viviam vários casais de trabalhadores estrangeiros, que partilhavam o espaço no âmbito da atividade laboral na região.
A investigação prossegue sob direção do Ministério Público, com vista ao completo esclarecimento dos factos.
Rádio Castrense / Lusa
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