A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou em nota à Imprensa, que, anualmente, cerca de três milhões de toneladas de resíduos urbanos “têm como destino final o aterro no nosso país, o que corresponde a mais de metade do lixo produzido”.
Neste contexto nacional adverso, a Resialentejo – empresa de gestão de resíduos do Baixo Alentejo – apresenta valores opostos à média nacional, com uma estratégia que permitiu criar condições técnicas para preparar os resíduos para reciclagem e reutilização, desviando-os do aterro.
Em 2012, a deposição em aterro situava-se nos 94%, e em 2026, esse valor já caiu para 15%, muito perto das metas europeias de 10% até 2030.
No que diz respeito ao encaminhamento de resíduos para reciclagem, a Resialentejo também apresenta resultados acima da média nacional e europeia. Atualmente, a empresa encaminha para reciclagem 65% dos resíduos urbanos que trata para reciclagem, superando a meta europeia de 63% (prevista apenas para 2030).
A Resialentejo apresenta-se como “um exemplo” de que é possível inverter a tendência atual, através do investimento contínuo em infraestruturas e da melhoria dos processos de gestão de resíduos, sendo que outro dos aspetos passa pela “consciencialização das comunidades, para que reduzam de forma efetiva a produção de resíduos”.



















