O presidente da CERCICOA, António Matias, manifestou grande preocupação perante a possibilidade de o Alentejo perder cerca de 700 milhões de euros no próximo pacote de fundos comunitários.
O responsável considera que esta eventual redução de verbas poderá agravar ainda mais os problemas estruturais da região, sobretudo no Baixo Alentejo, onde, segundo afirma, a desertificação humana continua a atingir níveis preocupantes.
António Matias lamenta a falta de medidas concretas para inverter a perda de população no Interior do país e critica aquilo que considera ser a ausência de uma estratégia política eficaz para a região.
“O país político está a condenar o Baixo Alentejo ao precipício”, afirmou, defendendo uma maior atenção às necessidades do território e das populações locais.
O presidente da instituição social de Almodôvar alerta ainda que, sem uma mudança de visão política para o Interior, o futuro da região poderá ficar seriamente comprometido.
“Se não houver outro olhar político sobre o Interior do país, é melhor fecharem a região”, concluiu.























