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Sexta-feira, Maio 8, 2026

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Homem confessa morte de filho em julgamento no Tribunal de Beja e tenta ilibar irmão da vítima

Um homem de 68 anos começou hoje a ser julgado no Tribunal de Beja pela morte de um dos filhos, ocorrida há cerca de um ano no concelho de Moura. Na primeira sessão, o arguido assumiu a autoria do disparo, procurando afastar responsabilidades do outro arguido no processo, também seu filho.

Perante o coletivo de juízes, o homem — acusado de homicídio qualificado agravado e detenção de arma proibida — afirmou que o tiro de caçadeira terá sido acidental, demonstrando arrependimento. “Um pai que mata um filho não merece ser preso, merece ser enforcado”, declarou, acrescentando que, na altura dos factos, se encontrava alcoolizado e sem plena consciência dos seus atos.

Segundo o relato feito em tribunal, tudo terá acontecido na manhã de 10 de junho de 2025, num acampamento familiar situado em Baldio das Ferrarias da Amareleja. O arguido explicou que chegou ao local embriagado e terá apontado a arma aos familiares. Nessa altura, o filho mais velho colocou-se à sua frente e tentou retirar-lhe a espingarda, tendo ocorrido o disparo durante esse confronto.

Inicialmente, o homem disse não ter existido qualquer discussão antes do incidente, mas mais tarde admitiu que dois dos filhos estariam desentendidos devido a um negócio relacionado com um cavalo.

Relativamente ao segundo arguido, de 35 anos, o pai garantiu que este não teve qualquer intervenção direta, afirmando que se encontrava afastado, junto ao curral dos cavalos, e que não manuseou a arma nem incentivou o disparo.

Também ouvido em tribunal, o arguido mais novo negou qualquer envolvimento, assegurando que não discutiu com o irmão nem entregou a arma ao pai. “Nem lá estava”, afirmou, referindo que apenas se dirigiu ao local após ouvir o disparo, para prestar auxílio à vítima. Rejeitou ainda ter fugido, declarando-se inocente.

De acordo com a acusação do Ministério Público, os factos ocorreram na sequência de um desentendimento familiar relacionado com a venda de uma égua. A investigação sustenta que o arguido mais novo terá ido buscar a espingarda, carregando-a e entregando-a ao pai, incitando-o a disparar.

A decisão instrutória, datada de fevereiro deste ano, manteve a acusação, indicando que o disparo atingiu a vítima, de 45 anos, na zona abdominal, provocando a sua morte. O Ministério Público considera ainda que o filho mais novo teve um papel determinante na execução do crime, ao fornecer a arma já municiada.

O principal arguido encontra-se em prisão preventiva desde 13 de junho de 2025, após ter sido detido no dia anterior. O segundo arguido também está sujeito à mesma medida de coação desde agosto do ano passado.

Rádio castrense / Lusa

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