A nova empreitada de recuperação ambiental da antiga área mineira de Aljustrel vai avançar já no próximo mês de junho. O projeto foi apresentado no final sa passada semana em Aljustrel, ao secretário de Estado da Energia, Jean Barroca.
A apresentação, promovida pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM), foi igualmente feita ao presidente da Câmara Municipal de Aljustrel, Fernando Ruas, e contou com a presença de entidades como a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).
A intervenção representa um investimento superior a 4,8 milhões de euros, da responsabilidade da EDM, e vai incidir na reabilitação hidrológico-ambiental da antiga zona de Algares, na área mineira desativada de Aljustrel.
Entre as principais ações previstas está o confinamento de cerca de 350 mil metros cúbicos de solos contaminados e o revestimento de uma área aproximada de 120 mil metros quadrados de escombreira exposta. Está ainda prevista a renaturalização de solos inaptos, a modelação de áreas com carências topográficas e a construção de sistemas auxiliares de drenagem de águas pluviais.
O projeto inclui também a recolha de águas sub-superficiais lixiviadas, resultantes da percolação pela base da escombreira, com encaminhamento para pontos de controlo e posterior tratamento.
Segundo a EDM, a empreitada contempla ainda o reforço da galeria ripícola, a preservação do património arqueológico-mineiro e a recuperação ambiental e paisagística da zona de Algares. Numa fase final, os trabalhos irão estender-se à Ribeira de Água-forte, onde persistem impactos do passivo ambiental mineiro.
Durante a visita, o secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, teve ainda oportunidade de conhecer o projeto municipal do Parque Mineiro de Aljustrel, incluindo o Centro de Receção e Interpretação e a Galeria do Piso 30.



















