Dois cidadãos brasileiros, conhecidos como os “Brasukas dos Bancos”, começaram esta quarta-feira a ser julgados no Tribunal de Évora, por seis assaltos violentos a instituições bancárias ocorridos entre julho de 2023 e abril de 2025, que lhes permitiram roubar mais de 548 mil euros, adianta o Lidador Notícias.
A mesma fonte explica que os assaltos tiveram lugar em Vendas Novas e Alcáçovas (distrito de Évora), Castro Verde (Beja), Águas de Moura (Setúbal), Lourinhã (Lisboa) e Estói (Algarve), sempre durante o horário de expediente. Com recurso a arma de fogo, os arguidos obrigavam funcionários e clientes a entregar o dinheiro, mantendo alguns deles amarrados ou trancados nos compartimentos dos ATM.
No dia 18 de setembro de 2024, a agência do Banco Santander Totta em Castro Verde foi assaltada. Os assaltantes retiraram 85.852 euros do cofre, 2.115 euros da caixa e 17.330 euros do ATM, saindo da agência às 11h56 com um total de 105.297 euros numa mochila.
Akelson de Jesus, de 44 anos, responde por cinco crimes de roubo, nove de sequestro, 32 de falsificação de documentos e uma contraordenação de detenção de arma ilegal, em regime de reincidência. O coarguido, Jhones dos Santos, de 43 anos, responde por dois roubos, um sequestro e branqueamento de capitais.
Ambos foram detidos em Belas, concelho de Sintra, a 8 de abril de 2025, pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária, na posse de 61.355 euros, referentes a assaltos recentes. Cinco “mulas” usadas para transferir dinheiro para o Brasil não foram acusadas, por desconhecerem a origem ilícita dos valores.
O historial criminal de ambos é longo: Akelson já cumpriu penas de prisão por crimes semelhantes em 2012 e 2019, tendo sido extraditado do Brasil em 2022, enquanto Jhones Santos havia sido condenado a 12 anos e 6 meses por homicídio em Algarve. Akelson usava passaporte falso para entrar no Espaço Schengen e cometer os roubos, sendo o assalto à Caixa de Crédito Agrícola de Alcáçovas, em janeiro de 2024, o de maior valor, com 166.232 euros subtraídos.
O Ministério Público solicita, além das penas de prisão, a perda das vantagens obtidas pelos crimes, num total de 486 mil euros. Akelson de Jesus encontra-se no Estabelecimento Prisional de Lisboa, e Jhones dos Santos no EP junto da Polícia Judiciária, ambos em prisão preventiva desde 10 de abril de 2025.
Teixeira Correia – Jornalista
Lidador Notícias
Foto: Teixeira Correia















