O projeto artístico e comunitário “Voz Comum – Polifonias de Pertença” arrancou esta segunda-feira, 23 de fevereiro, integrado na programação oficial de Évora_27 Capital Europeia da Cultura, propondo o canto coletivo como espaço de encontro, identidade e construção de pertença. A iniciativa envolve vários territórios, entre os quais o concelho de Castro Verde, parceiro do projeto.
A proposta cruza as tradições polifónicas do Alentejo com outras práticas vocais, promovendo processos de criação participativa entre comunidades e artistas, com o objetivo de explorar o território, a memória e a construção de uma voz coletiva através do canto. Depois da sessão inicial, estão previstas mais três ações ao longo do ano, nos meses de março, outubro e novembro, garantindo a continuidade do envolvimento das escolas e das comunidades.
No âmbito desta participação, o Município de Castro Verde contribui com a experiência consolidada das aulas de Cante Alentejano desenvolvidas nas escolas do concelho. Este modelo pedagógico e artístico está agora a ser replicado em estabelecimentos de ensino de Évora, reforçando a circulação de boas práticas e a valorização do património cultural imaterial.
O projeto conta com a participação dos músicos e monitores de Cante Alentejano David Pereira, Gabriel Costa e Filipe Pratas, cuja intervenção tem sido determinante na dinamização do ensino e transmissão desta expressão identitária junto das novas gerações.
Com esta parceria, Castro Verde reafirma o compromisso com a salvaguarda e promoção do Cante Alentejano, contribuindo para um projeto cultural de dimensão europeia que coloca o património, a educação e a comunidade no centro da criação artística.















