A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo) visitou explorações agrícolas no concelho de Odemira fortemente afetadas pelos fenómenos meteorológicos extremos registados nas últimas semanas, numa deslocação acompanhada pela Lusomorango – Organização de Produtores de Pequenos Frutos.
A comitiva, liderada pelo vice-presidente da CCDR Alentejo, Roberto Grilo, esteve nas produções da Miraberries, Maravilha Farms e Vitacress para observar no terreno os estragos provocados pelas intempéries. Em causa estão danos em infraestruturas produtivas, sistemas de apoio agrícola e culturas, com impacto direto na economia e no emprego da região.
Durante a visita, foi reforçado o apelo aos agricultores para que identifiquem com urgência e detalhe as perdas junto da CCDR Alentejo, passo considerado essencial para garantir uma resposta eficaz e ajustada à dimensão dos prejuízos.
Segundo Joel Vasconcelos, CEO da Lusomorango, os danos são já muito expressivos: “Os prejuízos são superiores a 20 milhões de euros apenas entre os produtores associados da Lusomorango. Há explorações que perderam mais de 70% da sua capacidade produtiva.”
O responsável destacou ainda que a CCDR Alentejo tem acompanhado o levantamento dos prejuízos desde o primeiro momento, sublinhando a importância de medidas rápidas de apoio ao setor.
A Lusomorango defende que os apoios extraordinários anunciados pelo Governo devem ser alargados ao concelho de Odemira, permitindo que os produtores locais possam candidatar-se à linha de apoio prevista no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) para o restabelecimento do potencial produtivo. A organização apela também à criação de uma medida de emergência robusta para apoiar o setor agrícola nacional.
“A Lusomorango continuará a acompanhar de perto este processo, defendendo uma resposta célere, justa e abrangente que salvaguarde a capacidade produtiva, o emprego e a sustentabilidade económica do setor agrícola em Odemira”, concluiu Joel Vasconcelos.



















