Celebra-se hoje, 13 de fevereiro o Dia Mundial da Rádio, uma data instituída pela UNESCO para reconhecer a importância deste meio de comunicação que, há mais de um século, informa, acompanha e dá voz às populações em todo o mundo.
Apesar da evolução tecnológica e do crescimento das plataformas digitais, a rádio mantém-se como um dos meios de comunicação social mais próximos das pessoas. A sua capacidade de chegar a todos, independentemente da idade, localização ou condição social, faz dela um instrumento único de informação, cultura e entretenimento. A rádio é imediata, credível e humana. Está presente no carro, em casa, no trabalho ou no campo, acompanhando o dia a dia das comunidades.

Num território como o Baixo Alentejo, marcado pela dispersão geográfica e por uma forte identidade local, a rádio assume um papel ainda mais relevante. Para muitas populações, continua a ser a principal fonte de informação regional, divulgando acontecimentos, iniciativas, decisões políticas e temas que impactam diretamente a vida das pessoas.
A Rádio Castrense é um exemplo claro dessa missão. Ao longo dos anos, tem afirmado o seu papel como voz ativa da região, promovendo a informação de proximidade, dando espaço às instituições, associações e agentes locais, e valorizando a cultura e as tradições do Baixo Alentejo. Mais do que um meio de comunicação, a Rádio Castrense é um ponto de encontro da comunidade.
Nelson Medeiros, Presidente da CORTIÇOL – Cooperativa de Informação e Cultura CRL, e diretor-geral da Rádio Castrense, destaca o papel da Rádio na vida das pessoas nos dias de hoje.
Num tempo em que a rapidez da informação nem sempre significa proximidade ou rigor, a rádio continua a distinguir-se pela confiança que constrói com os seus ouvintes. A ligação direta, a palavra dita, a partilha de histórias locais e o acompanhamento permanente fazem deste meio uma referência incontornável.
Neste Dia Mundial da Rádio, celebra-se não apenas a história e a evolução deste meio, mas também o seu futuro. Porque enquanto houver comunidades que precisem de ser informadas, representadas e ouvidas, a rádio continuará a ter um papel fundamental — e no Baixo Alentejo, a Rádio Castrense continuará a ser parte dessa história.
A onda de vontades e de desassossego que inundou o “éter” do país chegou a Castro Verde pela mão de José Tomé dos Anjos e António Pereira. Os dois complementaram-se no desejo de levar a voz para lá da Rua Nova e chegar às aldeias e vilas das Terras Brancas. O sótão do Tomé dos Anjos, entre fios e microfones, começou a ser pequeno para acolher todos os que desejavam pôr a voz no ar e descobrir os encantos da rádio. Uma nova casa, mais pessoas, os primeiros contratos de publicidade, uma grelha de programas.
O caminho começou a ser pisado por muitos que não resistiram à vertigem da pirataria nos tempos da frequência ainda em 92.8 FM. Na véspera do Natal de 1988, o Governo quis ordenar as frequências que surgiam nas bandas das telefonias em Frequência Modelada como os cogumelos nascem no campo. Fecharam-se as portas e calou-se a magia! Foram mais de seis meses de incómodo e forçado silêncio.
Voltámos a 6 de Julho de 1989. Prontos param a nova luta já com a nova frequência atribuída pelo Estado em 93.0 FM.
Abrimos as portas à irreverência dos jovens. Aprendemos, partilhámos vontades, comprámos mais equipamento, investimos em meios técnicos e humanos. Durante meia dúzia de anos procurámos crescer e estender a nossa âncora a outras terras e outras gentes.
A Rádio Castrense começou a fazer história e a entrar no quotidiano em toda a região do Baixo Alentejo. O mês de novembro de 1995 marcou uma viragem absoluta. Novos estúdios, melhores instalações, uma forte aposta em equipamentos e na informatização da estação exigiu ainda mais de nós. Abrimos então o tempo da afirmação regional.
Hoje, a Rádio Castrense orgulha-se de ser líder de audiências na região.
Tal posição é fruto de um árduo trabalho de quem dirige, trabalha e colabora com esta estação, propriedade da Cortiçol – Cooperativa de Informação e Cultura C.R.L.
A Castrense inova diariamente, dá voz à região, aos seus problemas, anseios e realidades. Leva até ao ouvinte uma programação cuidada, de âmbito generalista.


















