O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) manifestou o seu profundo pesar pela morte prematura de Pedro Sarmento, biólogo e coordenador do programa de reintrodução in-situ do lince-ibérico em Portugal, ocorrida na passada sexta-feira.
Em nota de pesar divulgada nas redes sociais, o ICNF destaca Pedro Sarmento como uma “figura essencial” para o sucesso daquele que é hoje considerado o projeto de conservação da natureza mais bem-sucedido em Portugal e na Península Ibérica. Integrado nos quadros do instituto desde 1994, Pedro Sarmento dedicou grande parte da sua vida profissional à recuperação do lince-ibérico, espécie outrora extinta em território nacional.
“O Pedro amava os linces, que eram a sua razão de viver”, refere o ICNF, sublinhando a entrega total do biólogo ao projeto. Um dos momentos simbólicos recordados pelo instituto remonta a 16 de dezembro de 2014, data da libertação do primeiro casal de linces-ibéricos em Portugal — Jacarandá e Katmandú — na Herdade das Romeiras, em Mértola. Segundo a nota, Pedro Sarmento passou várias noites no exterior do cercado, “velando para que nada de anormal acontecesse aos linces recém-chegados”.
Desde então, o coordenador percorreu “quilómetros atrás de quilómetros, a pé e em viatura”, enfrentando noites mal dormidas e longos dias de trabalho, muitas vezes “excedendo-se”, para garantir o sucesso do regresso do lince-ibérico ao território nacional, refere ainda o ICNF.
Pedro Sarmento faleceu aos 59 anos, deixando, segundo a instituição, “uma marca incomensurável e um vazio difícil de preencher”. O ICNF recorda-o como “um ser humano extraordinário, uma mente brilhante e um amigo insubstituível”, considerando a sua morte “uma perda irreparável”.
Na mesma nota, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas endereça as mais sentidas condolências à família, amigos e colegas de Pedro Sarmento, concluindo com uma homenagem sentida: “O Pedro dormia com os linces, e agora descansa em paz”.














