A Assembleia da República aprovou recentemente um diploma que visa a criação do estatuto da pessoa idosa, uma iniciativa que, apesar de se apresentar como um avanço legislativo, está já a gerar uma onda de reações muito críticas por parte das organizações do setor. Entre as vozes mais contestatárias destaca-se a direção do MURPI – Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos, que reagiu com firmeza ao documento agora aprovado.
Segundo revela Isabel Gomes, dirigente da associação, “o que se verifica neste processo é uma união das forças políticas de direita para produzir um documento que classifica como genérico e substancialmente vazio”. Na visão do MURPI, “o diploma falha gravemente ao não definir medidas concretas que devam ser executadas, nem identificar a entidade política que ficaria responsável pela sua aplicação prática”, o que, na opinião da representante, “torna as intenções do estatuto ineficazes para a melhoria real das condições de vida da população idosa”.














