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Quinta-feira, Janeiro 22, 2026

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Distrital de Beja do CHEGA vê segunda volta como “momento de viragem” e afirma Ventura como “líder da Direita”

Terminada a primeira volta das Eleições Presidenciais, a passagem de António José Seguro e André Ventura à segunda volta evidencia um cenário de forte polarização política no País. Segundo análise difundida pela distrital de Beja do CHEGA, o momento eleitoral ultrapassa a mera disputa formal e traduz, na visão do partido, um confronto entre conceções opostas sobre o Estado, a sociedade e o exercício do poder. Citando Margaret Thatcher, o CHEGA refere que “a política existe para escolher entre alternativas reais” e defende que essa escolha se coloca agora de forma clara aos portugueses num contexto que considera de desgaste do sistema político tradicional.

Para o partido, André Ventura afirma-se como o único líder capaz de estruturar e representar o espaço da direita em Portugal, recuperando, segundo a mesma leitura, uma centralidade política que comparam à de líderes históricos da direita democrática.

No distrito de Beja, os resultados são interpretados pela Distrital do CHEGA “como um sinal inequívoco de mudança”. André Ventura passou de 16,19% dos votos em 2021 para 28,82% na eleição atual, mais do que duplicando o número de eleitores no distrito. Para as estruturas locais do partido, “esta evolução reflete o trabalho desenvolvido pelas concelhias e demonstra que, na sua perspetiva, o voto de protesto deu lugar a um voto de afirmação”, citando Charles de Gaulle para sublinhar a ideia de que “a política é demasiado séria para ser deixada apenas aos políticos”. O partido considera ainda que “o eleitorado se mostra agora mais mobilizado e disponível para romper com padrões eleitorais anteriormente instalados”.

A nível nacional, o CHEGA interpreta a segunda volta como “um momento decisivo de clarificação no espaço político da direita”. Ventura é apresentado pelas estruturas partidárias como “o polo agregador desse campo” e como alternativa ao que designam como “bloco ideológico dominante”, apontando para “uma crescente convergência entre esquerda socialista e social-democracia centrista”. A candidatura de André Ventura é descrita, dentro desta leitura partidária, “como uma rutura social e conservadora” que responde ao alegado cansaço dos portugueses face à “rotina burocrática do poder”, expressão atribuída a Max Weber.

Segundo esta perspetiva, a decisão dos eleitores na segunda volta não definirá apenas o próximo Presidente da República, mas poderá, no entendimento do partido, “marcar um ponto de viragem na liderança política da direita em Portugal e influenciar o seu futuro imediato”.

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