A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) ativou, a 29 de dezembro de 2025, o Nível 2 do seu Plano de Contingência para a Resposta Sazonal em Saúde, face ao aumento acentuado da atividade gripal epidémica registado na última semana do ano.
De acordo com o Boletim Semanal de Vigilância Sazonal, referente ao período entre 22 e 28 de dezembro, a região do Baixo Alentejo apresenta uma tendência crescente de contágios, com a taxa de incidência estimada de síndrome gripal a atingir os 212,69 casos por 100 mil habitantes. Este cenário de pressão epidemiológica reflete-se também no recurso aos serviços de saúde, tendo-se verificado o valor mais alto de episódios de urgência de toda a época, com um total de 2 479 consultas realizadas nos serviços de urgência médico-cirúrgica e básica da unidade.
A proporção de diagnósticos relacionados com gripe e outras infeções respiratórias subiu em todos os níveis de cuidados de saúde, representando já 17% das consultas em urgência médico-cirúrgica e 13,1% nos Cuidados de Saúde Primários. Embora o número total de diagnósticos de outras infeções respiratórias tenha registado uma descida nominal para 509,22 por 100 mil habitantes, as autoridades ressalvam que esta variação se deve ao encerramento de unidades de saúde durante o período do Natal, uma vez que a proporção relativa destes casos no total de consultas efetuadas aumentou efetivamente.
Paralelamente ao agravamento da situação clínica, a mortalidade na região do Baixo Alentejo registou uma subida para os 44 óbitos semanais, após um período de ligeira diminuição nas semanas anteriores.
Este quadro regional de alerta está em linha com o panorama observado a nível nacional e europeu, onde se verifica uma atividade gripal epidémica intensa e uma mortalidade acima do esperado em Portugal.
Com a ativação do Nível 2 do Plano de Contingência, a ULSBA implementará medidas específicas para gerir o fluxo crescente de doentes, priorizando a resposta à vaga de frio e ao aumento das doenças respiratórias.
A instituição continuará a monitorizar os indicadores de vigilância semanal, recomendando-se especial atenção à evolução da incidência nas próximas semanas do módulo de inverno.














