A Guarda Nacional Republicana (GNR) divulgou o balanço provisório da Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026”, revelando dados preocupantes sobre a sinistralidade e a criminalidade rodoviária entre os dias 18 e 22 de dezembro.
Durante este período de cinco dias, os militares empenhados na prevenção e segurança das festividades fiscalizaram um total de 40 318 condutores, resultando em centenas de detenções. No total, 382 condutores foram apanhados com excesso de álcool, sendo que 201 acabaram detidos por apresentarem uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l. Além disso, as autoridades detiveram 70 pessoas que circulavam nas estradas portuguesas sem qualquer habilitação legal para conduzir.
No campo das infrações, a GNR registou 6 430 contraordenações, com o excesso de velocidade a liderar as estatísticas com 915 casos detetados. Outras falhas graves incluem 833 veículos sem inspeção periódica, 273 sem seguro obrigatório, 173 condutores a utilizar o telemóvel e 158 situações de falta ou uso incorreto do cinto de segurança ou sistemas de retenção para crianças. No total, a fiscalização identificou ainda 181 casos de excesso de álcool que, embora abaixo do limite criminal, resultaram em multas administrativas.
O balanço da sinistralidade é marcado pela tragédia, com o registo de 1 245 acidentes que provocaram cinco vítimas mortais, 23 feridos graves e 307 feridos leves. As vítimas mortais resultaram de ocorrências distintas em vários pontos do país, incluindo colisões em Torres Vedras e Oliveira do Bairro, despistes em Coruche e Ourique, e um atropelamento mortal em Alcobaça, vitimando homens com idades compreendidas entre os 23 e os 81 anos.
Perante estes números, a GNR assegura que continuará a reforçar o policiamento rodoviário até ao final da quadra, mantendo o foco no controlo da velocidade, manobras perigosas e condução sob o efeito de substâncias, com o objetivo de garantir deslocações seguras para todos os cidadãos.
















