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Quinta-feira, Março 12, 2026

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GNR responde perante detenção dos 10 militares na operação “Safra Justa” da PJ

Segundo a Guarda Nacional Republicana, em comunicado, em referencia ao caso “Safra Justa” que deteve ontem 10 militares da guarda, um da PSP e 6 civis, por tráfico humano e escravização de migrantes, afirma que “a Polícia Judiciária contou com a total colaboração e suporte da Guarda Nacional Republicana, na efetivação das detenções e apresentação dos detidos a primeiro interrogatório judicial.”

“Já foram desenvolvidas as necessárias diligências de coordenação entre a Guarda Nacional Republicana e a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), assumindo esta Inspeção-Geral a instrução dos respetivos processos de âmbito administrativo e/ou disciplinar” – diz a GNR.

Afirma também que “atenta a presunção de inocência que é necessário salvaguardar a todo o tempo, e tendo em conta que o respetivo processo crime se encontra em segredo de justiça, não é do conhecimento do Comando da Guarda quais os ilícitos criminais, em concreto, que os seus militares poderão ter cometido.”

Contudo, e segundo o recente comunicado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), os militares da Guarda “(…) a troco de compensação económica – fora das respetivas competências profissionais e infringindo os deveres a que estão obrigados em razão do exercício de funções públicas –, têm exercido o controlo e vigilância dos trabalhadores estrangeiros. Estes suspeitos ameaçavam ainda aqueles cidadãos, dando-lhes a entender que a queixa às autoridades não seria uma alternativa viável para reagir aos abusos de que foram e/ou estão a ser alvo”.

A guarda indica que “confirmando-se as suspeitas que levaram à sua detenção, com práticas violadoras dos mais elementares princípios e valores que ditam a conduta dos militares da Guarda enquanto servidores da Lei, a Guarda Nacional Republicana tudo fará para que os autores sejam criminalmente responsabilizados, colaborando com todo o empenho e lealdade, com o Ministério Público e com a Polícia Judiciária.”

“Na Guarda Nacional Republicana não há lugar para pessoas cujo comportamento possa corromper o compromisso de honra e exemplaridade ética que nos guia e que assumimos perante a sociedade e os cidadãos que servimos” – acrescenta ainda força policial.

Por último, a Guarda reitera o total repúdio em relação a quaisquer atos que ponham em causa os direitos humanos, a dignidade das pessoas e o bom nome de todos os seus militares e civis, Mulheres e Homens que, diariamente e de forma abnegada, servem Portugal e os Portugueses.

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