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Sexta-feira, Janeiro 23, 2026

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Arquivamento Judicial não põe fim à Poluição: População das Fortes sente-se “abandonada”

A Associação Ambiental Amigos das Fortes tornou público que o processo-crime apresentado em 2018 pela população local contra episódios de poluição atmosférica foi recentemente arquivado pelo Ministério Público, alegando falta de indícios suficientes para avançar para julgamento.

Apesar do encerramento do processo judicial, a Associação alerta que “o problema da poluição na aldeia de Fortes continua”. Os moradores afirmam que estão “diariamente expostos a episódios de poluição atmosférica de grande intensidade, amplamente registados ao longo dos anos através de vídeos, fotografias e testemunhos”.

A situação “agravou-se”, segundo a Associação, após a instalação de uma nova chaminé de baixa altura, o que “resultou na libertação de emissões poluentes com impacto direto sobre a aldeia nos últimos meses” diz a mesma fonte.

Em setembro, a Associação comunicou esta situação à Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, que respondeu que “o controlo ambiental das emissões não é da sua competência, encaminhando a reclamação para a CCDR Alentejo”. A comunidade das Fortes critica esta postura, sentindo-se “desprotegida e abandonada” entre instituições que “transferem responsabilidades” e anos de denúncias sem resultados práticos.

Desde 2018, os moradores dizem que “reportaram centenas de ocorrências, que incluem mau cheiro persistente, partículas visíveis no ar, dificuldade respiratória e a deposição constante de resíduos sobre habitações”. No entanto, o arquivamento do processo é visto pela comunidade como “mais um episódio em que a sua voz não encontrou correspondência nas instâncias oficiais”.

A Associação Ambiental Amigos das Fortes sublinha que “a sua capacidade para continuar a acompanhar a situação está reduzida, devido à falta de voluntários e de meios humanos para uma luta que se tem revelado profundamente desigual”. A população expressa “um sentimento de impotência”, atribuído à significativa “expressão económica do setor industrial em causa na região”.

A comunidade de Fortes apela para que “esta situação de ausência de soluções que protejam os residentes seja conhecida a nível nacional”, reforçando “a necessidade urgente de uma intervenção institucional clara, transparente e eficaz para proteger a saúde pública e o ambiente local”.

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