CIMBAL aprovou ontem o Orçamento para 2026
Decorreu ontem em Beja a Assembleia Intermunicipal da CIMBAL que teve como principal ponto da Ordem de Trabalhos constava a apreciação e votação das Grandes Opções do Plano, Orçamento e Mapa de Pessoal — 2026/2030.
Estes documentos foram aprovados por maioria, com vinte e oito votos a favor e quatro abstenções.
No Período antes da Ordem do Dia, e após aceso debate, foi aprovada uma tomada de Posição, por unanimidade, onde os eleitos da Assembleia Intermunicipal da CIMBAL — Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo manifestaram preocupação com a retirada da verba de 60 milhões de euros previstos para a requalificação e eletrificação da ferrovia da Linha do Alentejo.
Por isso a CIMBAL solicita ao Ministério das lnfraestruturas e Habitação e ao Ministério da Economia e Coesão Territorial que esclareça como prevê a concretização do referido projeto.
Os treze autarcas consideraram também inaceitável que o “Baixo Alentejo possa vir a perder verbas que são fundamentais para a execução deste projeto”.
Esta Tomada de Posição vai ser enviada para o Ministério das lnfraestruturas e Habitação, para o Ministério da Economia e Coesão Territorial, para as lnfraestruturas de Portugal, para o Alentejo 2030 e para os Grupos Parlamentares com assento na Assembleia da República.

O PS e PCP deveriam “corar de vergonha e pedir desculpa sempre que falam na região” afirma o deputado do PSD, Gonçalo Valente
O deputado do PSD eleito por Beja acusa o PS e PCP de “estarem de cabeça perdida” e refere que os dois partidos deveriam estar contentes por todas as partes envolvidas neste processo irem responder na Assembleia da República às dúvidas em torno da “redução drástica de 60% das verbas para o projeto de eletrificação da linha ferroviária entre Casa Branca e Beja”, sublinhando que não chamou à Assembleia da República só o Presidente da CCDR (eleito pelo PS), mas também o governo e a Infraestruturas de Portugal.
O deputado social democrata, Gonçalo Valente, diz não perceber como é que o PS e o PCP não se congratulem com a possibilidade de esclarecer um questão tão grave para a região.
Hospital de Beja realiza primeiro implante de pacemaker sem elétrodos no Alentejo
O Serviço de Cardiologia do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, realizou recentemente o primeiro implante de pacemaker sem elétrodos, um marco significativo para a prestação de cuidados de saúde no Alentejo e no sul do país.
Este procedimento inovador, de caráter minimamente invasivo, permite a implantação direta do dispositivo no coração, eliminando a necessidade de elétrodos tradicionais e reduzindo o risco de complicações associadas aos pacemakers convencionais. A tecnologia apresenta benefícios claros ao nível da segurança, da recuperação e do conforto dos doentes, sendo especialmente indicada para perfis clínicos em que o implante tradicional é mais complexo.
Até agora, os doentes da região com indicação para este tipo de dispositivo eram obrigados a deslocar-se a outros centros hospitalares do país. Com a realização deste primeiro implante, o Hospital de Beja passa a garantir acesso local a uma opção terapêutica avançada, reforçando a proximidade e a qualidade dos cuidados prestados à população.
Segundo Luís Duarte, cardiologista responsável pelos procedimentos, este avanço “representa um passo importante para aproximar cuidados de maior complexidade às pessoas que vivem na região, garantindo que cada doente tem acesso à solução mais adequada, com segurança e proximidade”.
A concretização deste procedimento resulta de um investimento contínuo na formação especializada, na capacitação técnica das equipas e na melhoria das infraestruturas hospitalares. Com este avanço, o Hospital José Joaquim Fernandes passa a integrar o grupo restrito de unidades de saúde em Portugal que disponibilizam esta abordagem terapêutica, reforçando o seu papel central na inovação responsável e na prestação de cuidados cardíacos diferenciados no Alentejo.
Município de Castro Verde passa a gerir edifício histórico da antiga Câmara Municipal de Entradas
A Câmara Municipal de Castro Verde celebrou, no passado dia 10 de dezembro, um acordo com a ESTAMO, entidade responsável pela gestão do património do Estado Português, que permite ao município assumir a gestão do edifício histórico da antiga Câmara Municipal de Entradas, localizado na Praça Zeca Afonso, junto ao Museu da Ruralidade.
O Acordo de Transferência de Competências de Gestão de Património Imobiliário Público sem Utilização foi formalizado numa cerimónia realizada no Palácio Nacional de Queluz, em Sintra, que contou com a presença do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Silva Lopes, e do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, entre outras entidades oficiais.
Com este acordo, o imóvel passa para a gestão do Município de Castro Verde. O edifício encontra-se atualmente num estado avançado de degradação, estando previstas, a curto prazo, as primeiras intervenções de reabilitação, nomeadamente ao nível da cobertura, com vista à sua recuperação e adaptação a futuras utilizações. O investimento inicial da autarquia rondará os 29.800 euros, acrescidos de IVA.
De elevado valor histórico, o edifício acolheu, no primeiro andar, a sede dos Paços do Município até 1836, enquanto no piso térreo funcionava a cadeia. Nesse ano, a freguesia de Entradas foi extinta e integrada no concelho de Castro Verde. Posteriormente, o imóvel teve várias utilizações, funcionando durante décadas como escola da freguesia e, mais tarde, como espaço dedicado a atividades recreativas locais.
A gestão municipal do edifício permitirá preservar este importante património histórico e criar condições para a sua valorização futura ao serviço da comunidade.
“Todo o trabalhador deve estar sindicalizado” aconselha o STAL
A greve geral nacional realizada dia 11 de dezembro, convocada em conjunto pela CGTP e pela UGT, veio demonstrar uma evidência que deve ser tida como um desígnio do trabalhador, ou seja, “todos os trabalhadores devem estar sindicalizados”.
Quem o diz é Cristina Torres presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, segundo a qual, é a sindicalização e os sindicatos que zelam pelos interesses de quem trabalha.
PS Baixo Alentejo diz que a decisão do governo “compromete eletrificação da Linha do Alentejo”
A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista acusa em nota à Imprensa. o governo da AD de continuar “empenhado em travar ou em adiar a execução de projetos fundamentais para o desenvolvimento do Alentejo”.
O modus operandi utilizado no caso da ampliação do Hospital de Beja, dizem os socialistas, “volta a repetir-se no financiamento do projeto estratégico de modernização/eletrificação da Linha Ferroviária do Alentejo: da noite para o dia e no silêncio dos gabinetes fazem-se desaparecer milhões de euros destinados à sua execução”.
Para o PS Baixo Alentejo “é importante esclarecer e justificar as motivações desta revisão das dotações do Alentejo 2030, da qual resulta a subtração de 60 M€ a uma verba total de 80 M€ que foi alocada no Programa Alentejo 2030 para a eletrificação da Linha Ferroviária do Alentejo, no troço entre Beja e Casa Branca, pelo Governo do Partido Socialista”.
A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista além de exigir “cabais explicações para esta decisão”, vem publicamente manifestar o seu receio de que esta medida “constitua uma clara intenção do Governo e das forças políticas que o suportam em se imiscuir no processo eleitoral interno que deverá ocorrer brevemente na CCDR Alentejo”.
A rádio Castrense procurou ouvir o presidente da Federação Socialista do Baixo Alentejo, Nélson Brito, até ao momento não foi possível fazê-lo.



