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Sexta-feira, Janeiro 30, 2026
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Festival Sabores do Borrego regressa a Castro Verde de 27 a 29 de março

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O Largo da Feira, em Castro Verde, vai receber entre os dias 27 e 29 de março o Festival Sabores do Borrego, um evento que transforma aquele espaço num ponto de encontro dedicado à celebração da agricultura, da pecuária e das tradições do mundo rural. Ao longo de três dias, o festival coloca em evidência o borrego do Campo Branco como principal protagonista, um produto identitário de reconhecida qualidade, com forte peso na economia local e intimamente ligado a uma paisagem classificada como Reserva da Biosfera pela UNESCO.

A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Castro Verde, em parceria com a Associação de Agricultores do Campo Branco e o “Campo Branco – Agrupamento de Produtores Agropecuários”, assumindo-se como uma montra viva do território, onde produtores, saberes tradicionais e práticas agrícolas ganham destaque.

A edição de 2026 apresenta uma programação diversificada que cruza conhecimento, cultura e animação. Estão previstos momentos de reflexão, mostras, oficinas e exposições dedicadas ao setor pecuário, bem como várias iniciativas culturais que celebram a identidade local, com especial destaque para o cante alentejano, a música popular e os concertos. No cartaz musical constam as atuações de Ágata, no dia 27 de março, Vizinhos, a 28 de março, e Monda, no dia 29 de março.

O festival estende-se ainda à vertente gastronómica com a realização da Semana Gastronómica do Borrego, entre 28 de março e 5 de abril, envolvendo restaurantes de Castro Verde e de concelhos vizinhos. Nestes espaços, o borrego será o ingrediente principal de várias propostas culinárias, valorizando a cozinha tradicional e os produtos locais.

Com esta iniciativa, o Município de Castro Verde reforça o seu compromisso com a valorização do mundo rural, da agricultura extensiva em terras de sequeiro e do trabalho desenvolvido no campo, promovendo um modelo de desenvolvimento assente no respeito pela identidade, património e pelas pessoas que dão vida ao território.

Alentejo: Polícia Judiciária apreendeu 82 mil litros da “droga da violação” em Ourique

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A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, realizou uma operação policial no Alentejo que resultou na apreensão de cerca de 82 mil litros de gama-butirolactona (GBL), substância conhecida como “droga da violação”, no concelho de Ourique, segundo fonte policial.

De acordo com a PJ, o produto encontrava-se armazenado em contentores de mil litros e em diversos frascos, tendo sido ainda apreendidos centenas de recipientes vazios, já preparados e etiquetados, prontos a entrar no mercado sob outras designações. Foram igualmente recolhidos centenas de rolos e rótulos autocolantes destinados a identificar os frascos como produtos de limpeza, numa tentativa de ocultar a verdadeira natureza da substância.

A investigação teve início em novembro de 2025, na sequência de cooperação policial, e contou com a estreita colaboração da Autoridade Tributária e Aduaneira. No decurso das diligências, foi possível apurar que um grupo constituído por cidadãos nacionais e estrangeiros adquiriu empresas licenciadas para o comércio por grosso, importação e exportação de produtos químicos e detergentes. Aproveitando falhas e vulnerabilidades nos mecanismos de fiscalização e controlo, o grupo terá promovido o envio de milhares de litros de GBL para mercados ilícitos em vários pontos do mundo, recorrendo a documentação e certificados falsificados.

A PJ explica que o GBL é uma substância de venda livre na internet que, quando ingerida, produz efeitos semelhantes aos do Gama-hidroxibutirato (GHB), classificado em Portugal como droga ilícita. Trata-se de um depressor do sistema nervoso central, com efeitos psicoativos severos, associado a estados de excitação, desinibição e perda de controlo, motivo pelo qual é vulgarmente designado como “droga da violação”.

A Polícia Judiciária recorda ainda que a Europol tem vindo a alertar para o facto de o tráfico de estupefacientes constituir, atualmente, uma das maiores ameaças à segurança na Europa, exigindo uma resposta firme e coordenada por parte dos Estados-Membros.

As investigações prosseguem.

Foto: PJ