COVID-19: IN CASTRO APOIA EMPRESAS DO CONCELHO DE CASTRO VERDE
Até à data, os serviços sediados no “IN Castro” contabilizavam o contacto direto com mais de 70 microempresas ligadas aos sectores da restauração, alojamento e similares, comércio por grosso e a retalho e construção civil.
“Paralelamente, foram instruídos 13 processos de candidatura à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, num valor global total de 42.750€, sendo que, desse montante já foram aprovados 20.250€” revela o vereador David Marques.
O autarca socialista esclarece ainda que, “através dos serviços de apoio prestados foram ainda atribuídas 8 certificações PME pelo IAPMEI, necessárias para aceder à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, efetuadas 2 candidaturas ao lay-off simplificado e aos apoios para sócios-gerentes, 1 selo Clean & Safe para restauração e apresentada 1 candidatura ao Programa Adaptar”.
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Isenção de Portagens para residentes e empresas entra hoje em vigor em troços da A2 e A6
Hoje, dia 1 de abril, entra em vigor a Portaria .º 131/2026/1, de 30 de março, que regulamenta o acesso ao regime de isenção de portagens para residentes e empresas localizadas em zonas do Alentejo abrangidas pelas autoestradas A2 – Autoestrada do Sul e A6 – Autoestrada Marateca-Caia.
Recorde-se que, a medida decorre do Orçamento do Estado para 2026 e aplica-se a pessoas singulares e coletivas com residência ou sede na área de influência da A2, entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar, e da A6, entre o nó A2/A6/A13 e Caia.
De acordo com o diploma, a isenção será atribuída através da utilização de um dispositivo eletrónico de portagem, associado à matrícula do veículo, permitindo a identificação automática dos beneficiários nos troços abrangidos, sem necessidade de verificação presencial.
Para aceder ao regime, os interessados devem aderir previamente a um serviço eletrónico de portagens e solicitar, de forma desmaterializada, a associação do equipamento de bordo à isenção junto do respetivo fornecedor. O pedido deve ser acompanhado por documentos como o certificado de matrícula ou o registo de propriedade do veículo, ou, em caso de leasing, documentação que identifique o utilizador.
Uma vez validado, o benefício tem a duração de um ano, devendo ser renovado anualmente mediante o envio atualizado da documentação exigida, com pelo menos 30 dias de antecedência. O incumprimento deste procedimento poderá levar à perda da isenção, embora seja possível apresentar novo pedido, sujeito ao pagamento de custos administrativos.
O formulário para requerer a isenção já está disponível na Internet, podendo ser acedido em: https://www.viaverde.pt/particulares/apoio-ao-cliente/perguntas-frequentes/perguntas-frequentes?themeId=260&faqId=2205
No formulário de pedido de isenção serão apresentadas todas as matrículas associadas ao seu contrato Via Verde, podendo selecionar aquelas para as quais pretende solicitar a isenção.
Pode incluir vários veículos no mesmo pedido, sendo que cada matrícula será analisada individualmente. Mesmo que seja cliente Via Verde e resida numa área abrangida, é necessário submeter o pedido de isenção através do formulário disponível no site. Após análise do pedido, será enviada uma comunicação ao cliente por email, com o resultado da avaliação.
Caso o pedido seja aprovado, a isenção ficará ativa para a matrícula associada ao identificador.
O objetivo do Governo é garantir maior controlo e evitar utilizações indevidas do regime, ao mesmo tempo que se simplifica o processo através da desmaterialização dos procedimentos.
Mértola garante 2,8 milhões de euros para recuperar o rio Guadiana após cheias
O Município de Mértola assegurou um financiamento de cerca de 2,8 milhões de euros para intervenções urgentes no Rio Guadiana, com o objetivo de mitigar os impactos das recentes cheias e reforçar a segurança e valorização ambiental do território.
O apoio resulta de um Contrato-Programa assinado em Alcácer do Sal entre a autarquia, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Fundo Ambiental, numa sessão que contou com a presença da Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho.
O investimento, no valor de 2.818.509 euros, será aplicado em várias intervenções prioritárias, incluindo operações de desassoreamento, limpeza e estabilização das margens do rio. Está também prevista a reposição de equipamentos de apoio à navegação no troço entre Mértola e o Pomarão, bem como a intervenção em zonas críticas entre a foz da Ribeira de Oeiras e a Ribeira de Carreiras.
Segundo a autarquia, estas ações visam restabelecer as condições de segurança e navegabilidade do Guadiana, ao mesmo tempo que protegem os valores ambientais e paisagísticos da região. A iniciativa pretende ainda reforçar o potencial do rio enquanto recurso natural e turístico, essencial para o desenvolvimento local.
O Município de Mértola destacou o papel determinante das equipas técnicas municipais na preparação do processo, sublinhando o seu “empenho e profissionalismo”. Foi também deixado um reconhecimento às entidades do Ministério do Ambiente, com especial destaque para a APA e para a Ministra Maria da Graça Carvalho, pela colaboração e rapidez demonstradas ao longo de todo o processo.

Vidigueira Vinho retorna este fim-de-semana para mais uma edição
A Câmara Municipal de Vidigueira organiza nos dias 3, 4 e 5 de abril a edição de 2026 do Vidigueira Vinho, evento que pretende promover o setor vitivinícola local e outros produtos de excelência do concelho, destacando a gastronomia tradicional e o cante alentejano.
Ao longo de três dias, a iniciativa celebra a tradição e autenticidade da região, reforçando o posicionamento de Vidigueira como destino enoturístico de referência, combinando vinho, música e gastronomia.
O programa inclui espetáculos musicais, showcookings, provas e harmonizações de vinhos, além de uma exposição e venda de produtos agroalimentares. Entre os eventos paralelos, destaque para a Semana Gastronómica “Comeres da Páscoa, regados com vinhos da Vidigueira” e para os Fóruns Regionais da AMPV, dedicados ao tema “Enoturismo Sustentável: desafios e potencialidades do território”.
No cartaz musical já confirmado destacam-se os concertos de José Cid e de Buba Espinho, este último com participação especial de Sofia Pires.
Em declarações à Rádio Castrense, o presidente da autarquia, Ricardo Bonito explica que o Vidigueira Cinho é “um evento que vai muito para além da festa, representa também aquilo que é a nossa identidade e aquilo que é a nossa cultura e a tradição e a genialidade do nosso povo. E a partir daí estamos a montar um evento que vai mostrar aquilo que temos de melhor.”
Almodôvar prepara Noite Medieval como antevisão do Mercado Medieval 2027
Almodôvar vai recuar no tempo no próximo dia 17 de abril com a realização de uma Noite Medieval, iniciativa que serve de pré-lançamento para o aguardado Mercado Medieval 2027.
O evento promete “proporcionar uma verdadeira viagem à Idade Média, convidando moradores e visitantes a mergulhar num ambiente repleto de tradição, animação e experiências temáticas” realça a autarquia. A proposta passa por “recriar a atmosfera da época, com destaque para a gastronomia típica, espetáculos e atividades que apelam à participação do público”.
A programação tem início às 16h00 com o “Mercadinho da Vila Negra” – versão medieval, dando o mote para uma tarde e noite de convívio e recriação histórica. Um dos momentos mais marcantes acontece às 20h30, com a recriação da cerimónia em que D. Dinis eleva Almodôvar a concelho através da atribuição da Carta de Foral.
A animação continua às 21h00 com teatro cómico de rua, seguindo-se, às 21h30, o concerto dos Nafas Ensemble. O encerramento está marcado para as 22h30, com um espetáculo de teatro de fogo.
Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Almodôvar “pretende despertar o interesse da comunidade e dos visitantes para o Mercado Medieval do próximo ano, promovendo a riqueza histórica e cultural do concelho e criando expectativa para a edição de 2027”.

Fundação José Saramago defende inclusão e não exclusão na lista de leitura do 12.º ano
A Fundação José Saramago manifestou-se esta semana sobre as notícias relativas a uma possível alteração na lista de livros de leitura obrigatória para o 12.º ano, atualmente em consulta pública até 28 de abril. Recordando o discurso de agradecimento de José Saramago pelo Prémio Nobel, a 10 de dezembro de 1998, a Fundação cita: «E agora quero também agradecer aos escritores portugueses e de língua portuguesa, aos do passado e aos de agora: é por eles que as nossas literaturas existem, eu sou apenas mais um que a eles se veio juntar.»
A Fundação sublinha que a sua posição será sempre de agregar, nunca de excluir ou colocar autores em oposição. Nesse sentido, sugere que a Comissão responsável pela revisão da lista considere trocar a palavra “ou” pela palavra “e”, permitindo que José Saramago e Mário de Carvalho sejam ambos incluídos como leitura obrigatória, abrindo assim a possibilidade de outros autores integrarem a formação dos novos leitores.
A instituição questiona ainda quais os critérios que motivam esta alteração e se a revisão também abrangerá outros autores do cânone da Literatura Portuguesa, passando-os de leitura obrigatória para leitura sugerida. A iniciativa surge num momento em que a discussão sobre o currículo literário do ensino secundário se intensifica, reforçando o papel das instituições culturais na defesa da diversidade e da riqueza da literatura portuguesa.
A Biblioteca de Beja, parte integrante da Rede de Bibliotecas José Saramago, mantém também a visão da Fundação, como explica Paula Santos, bibliotecária, responsável pela Biblioteca Municipal de Beja José Saramago.
Herdade da Contenda recebe bulldozer para reforçar defesa da floresta no Baixo Alentejo
A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo recebeu, através de um contrato de comodato com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, uma máquina bulldozer que já foi posicionada na Herdade da Contenda.
O equipamento, da marca Komatsu, modelo D65, será utilizado sobretudo em trabalhos estruturais no âmbito do Plano Municipal de Defesa da Floresta, desempenhando também um papel importante no apoio ao combate a incêndios rurais.
Segundo a CIMBAL, esta aquisição representa um reforço significativo da capacidade operacional na região, permitindo melhorar a prevenção de riscos, bem como a criação e manutenção de infraestruturas essenciais à proteção da floresta.
Apesar de estar atualmente estacionada na Herdade da Contenda, a máquina poderá ser deslocada para outros pontos do território do Baixo Alentejo, sempre que o risco de incêndio ou a necessidade de intervenção o justifique, mediante indicação do ICNF.
Esta flexibilidade permitirá uma resposta mais rápida e eficaz no apoio às operações de combate a incêndios rurais, contribuindo para uma maior segurança e proteção do território.
Faro, Beja e Setúbal concentram mais vítimas de tráfico de seres humanos em 2025
Os distritos de Faro, Beja e Setúbal foram os que registaram maior número de vítimas de exploração no ano passado, de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, entregue no parlamento.
Segundo o documento, o Observatório de Tráfico de Seres Humanos contabilizou 307 registos ao longo do ano, menos 48 do que em 2024. Deste total, 191 casos foram considerados como amostra válida de presumíveis vítimas.
A análise territorial revela que Faro lidera com 27 vítimas sinalizadas, associadas a situações de tráfico laboral, exploração sexual e mendicidade. A maioria dos casos envolve mulheres estrangeiras, com destaque para nacionalidades como a romena e a bengalesa.
Em Beja, foram identificadas 22 vítimas, maioritariamente ligadas ao tráfico laboral no setor agrícola. Neste distrito, predominam homens adultos oriundos de Timor-Leste.
Já em Setúbal, registaram-se 19 vítimas, sobretudo relacionadas com exploração laboral no setor das pescas, envolvendo principalmente cidadãos do Senegal e da Indonésia.
O relatório sublinha que o tráfico laboral continua a ser a forma mais comum de exploração, representando 125 das vítimas identificadas. Trata-se, em grande parte, de homens adultos estrangeiros, com destaque para cidadãos do Brasil, da Índia e de Timor-Leste.
Quanto aos métodos utilizados, o RASI indica que se mantêm padrões como falsas promessas de emprego, contratos, remuneração, alojamento e alimentação.
Além disso, foram ainda registadas 22 situações de exploração sexual, sete casos de adoção ilegal, cinco de mendicidade e cinco relacionados com a prática de atividades criminosas.
Rádio Castrense / Lusa
Foto: Rádio Castrense



