A greve geral marcada para o dia 3 de junho, convocada pela CGTP-IN, surge na véspera da discussão no Parlamento do pacote laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP, colocando pressão acrescida sobre os partidos quanto ao desfecho da iniciativa.
Segundo os promotores, a eventual reprovação do diploma dependerá, em grande medida, da mobilização e da pressão exercida pelos trabalhadores portugueses.
Para além dos sindicatos afetos à CGTP-IN, a greve conta já com o apoio e adesão de algumas das maiores estruturas sindicais da UGT, apesar de a direção desta central sindical não ter formalmente aderido à paralisação. Também sindicatos independentes se associaram ao protesto.
No plano político, a Direção da Organização Regional de Beja (DORBE) do PCP manifesta fortes expectativas quanto à dimensão da greve. O dirigente Miguel Violante afirma que a paralisação deverá “fazer parar o país”, classificando o pacote laboral como “um atentado aos direitos dos trabalhadores”.
A jornada de luta antevê-se, assim, como um momento de grande contestação social, com impacto potencial no processo legislativo em curso.





















